Câmara de SP aprova sessão obrigatória de cinema para autistas

Câmara de SP aprova sessão obrigatória de cinema para autistas

Os cinemas da cidade de São Paulo terão de oferecer, no mínimo, uma sessão mensal adaptada para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com luzes levemente acesas, som mais baixo e sem propagandas. Pelo menos é o que prevê o Projeto de Lei nº 522/2019, aprovado na Câmara Municipal, e que irá para sanção ou veto do prefeito Bruno Covas.

De autoria do vereador Rinaldi Digilio, o projeto foi aprovado com base no artigo 46, inciso X, do Regimento Interno, que aprova automaticamente um projeto que precisa de maioria simples, após cinco sessões ordinárias, sem passar por votação em plenário. A carta lei para sanção ou veto será encaminhada até o início de janeiro para o Executivo decidir.

O projeto importante, pois a sessão comum de cinema gera incômodo para os autistas, que assim, sem uma garantia de adaptação, ficam sem o acesso à cultura. “São Paulo conta com um contingente estimado de quase 250 mil autistas, que não conseguem ir ao cinema, com exceção a projetos especiais. Uma política pública séria vai garantir esse acesso tão necessário para essas pessoas que já são tão excluídas”, afirmou Digilio.

O projeto surgiu após uma mãe da zona leste contar ao vereador que, apesar da insistência de seu filho, não pode leva-lo para assistir ao filme dos Vingadores. “Ela dizia que ele queria ver o filme, mas o escuro e o som alto incomodava muito. As pessoas não compreendiam e reclamavam, então, ela decidiu não leva-lo”, disse o vereador.

Em outubro, o vereador promoveu uma sessão adaptada em parceria com o Cine Belas Artes para 40 crianças, a maioria nunca tinha ido ao cinema. “É algo que funciona e inclui. Muita gente achava exagero as rampas de acesso, áudio-descrição e tudo que hoje é realidade”, afirmou.

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